a luz falta mas volta
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a luz falta, mas volta

É hora de almoço, vou preparar a comida e quando menos espero a luz falta e eu fico meio perdida.

Tinha carne do dia anterior e apetecia-me umas batatas fritas para acompanhar. Quando fui ligar o fogão, reparei que não havia luz. Faltou no curto espaço de tempo entre fechar o computador e chegar à cozinha.

Há uns dias a luz faltou aqui em casa. Era hora de almoço, tinha carne para comer e apetecia-me umas batatas fritas para acompanhar. Quando fui ligar o fogão, reparei que não havia luz. Faltou no curto espaço de tempo entre fechar o computador e chegar à cozinha.

Fiquei desiludida, porque estava-me mesmo, mesmo a apetecer umas batatas fritas naquele momento. Há dias em que qualquer coisa vai bem, mas há outros em que temos aqueles desejos específicos. E nesse dia o meu desejo era tão simples, mas vi-me impossibilitada do o saciar e isso deixou-me frustrada.

A agravar isso, veio o facto de que já era a segunda vez em pouco tempo que ficava sem luz na hora de fazer o almoço e já perdi a conta às vezes que a luz tem faltado nos últimos tempos. Coisa que raramente acontecia!

Mas pelo menos tinha carne fatiada que podia comer sem aquecer, tinha pão, tinha fruta e até tinha batatas fritas de pacote. Não ia passar fome. Só não ia ter o almoço que eu tinha idealizado.

Então lá fui limpar a louça, depois peguei numa laranja para acompanhar a carne e quando estava a acabar de a cortar a luz voltou! As batatas já estavam prontas para ir para a fritadeira. Liguei o fogão e em menos de nada tinha o meu almoço preparado.

Foi um almoço simples: carne, batatas fritas, laranja e pão. Mas soube-me pela vida. E soube ainda melhor do que teria sabido se a luz não tivesse faltado. Porque sem aquele momento de procurar outras soluções não me teria lembrado das laranjas, mesmo com elas bem debaixo dos olhos.

Estava a pensar no modo automático e sem aquela falha de energia ia continuar assim.

Depois dei por mim a pensar em quantas vezes fico frustrada por não ter aquilo que quero na hora e quando o consigo alcançar, passado algum tempo, vem ainda melhor.

A vida tem os seus tempos e, às vezes, é preciso que falte a luz para que o seu regresso traga algo melhor.

Quantas vezes faço algo porque apenas estou no modo automático, sem parar para pensar em como dar um toque especial à tarefa ou ao momento. Ou apenas sem me dar conta do que está à minha volta.

Ir de um lugar para o outro e nem me lembrar por qual rua fui, ver uma série e não reparar sequer na cor da roupa dos personagens, escrever um texto e esquecê-lo num piscar de olhos, passar a tarde a ouvir música e não conseguir enumerar as canções que ouvi porque não consigo ouvir música sem estar a fazer outra coisa.

O tempo passa demasiado rápido, portanto é importante estas “falhas de energia” para nos fazer abrandar e repensar no que estamos a fazer e naquilo que realmente queremos.

Isto não são palavras bonitas para te inspirar. São lutas internas que tenho tido ultimamente, porque quero muito mudar e conseguir levar a vida com mais calma.

É importante parar, fazer um esforço para sair do modo automático e estar mais presente. E eu quero e preciso cada vez mais de o fazer. Pelo meu bem.

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