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a arte dos encontros (in)esperados

Estou a desenvolver uma nova skill em encontros (in)esperados que consiste em marcar viagens sozinha e acabar sempre acompanhada.

A primeira vez foi em Coimbra. A ideia era ir apenas ver o concerto A Reunião dos Morangos com Açúcar – quem é que quero enganar?! a ideia era só mesmo ir ver os D’ZRT o resto era bónus – mas decidi ficar o fim-de-semana na cidade. Aproveitei para passear e visitar um sítio novo e conhecer pessoas novas. Pelo menos pessoalmente. Falei com Inês, que sabia viver ali perto e saltámos do chat do Instagram para um lanchinho no centro de Coimbra que resultou numa tarde de boa conversa.

Pelo caminho, tive de fazer uma paragem grande em Leiria e ainda deu para matar saudades da minha querida Ana e da cidade também. Porque nem os transbordos do autocarro são tempos desperdiçados. Tanto dão para uma conversa de melhores amigas, como para revisitar lugares da cidade que vai ter sempre um lugar especial no meu coração.

Porto de encontros

No Porto foi parecido, mas numa versão cheia de esteroides.

Marquei um fim-de-semana na cidade invicta para ir ao concerto de 25 anos dos Expensive Soul. Foi planeada com antecedência e não tinha companhia até bem perto da data.

Para começar o meu melhor amigo teve folga em dois dos três dias que eu ia passar no Porto e, como o seu espírito para passear é muito compatível com o meu, lá embarcou numa viagem relâmpago comigo. E ainda juntou à aventura alguns colegas do norte, para tornar os nossos dias ainda mais animados.

Há uns tempos, tinha conversado com a Sofia que ia lá e ela disse logo combinarmos algo. Assim o fizemos e ainda juntámos a Andreia à nossa manhã bonita. No fundo fui buscar o meu feed da velhinha blogosfera e reuni-o numa mesa de brunch. O luxo que isto é!

Mas antes disso, ainda deu tempo para conhecer finalmente um antigo colega de trabalho. É verdade, trabalhámos juntos e nunca nos encontrámos porque o remoto e a distância têm destas coisas. Mas mais vale tarde do que nunca… E ainda juntei mais uma amizade da internet, porque já tinha conversado algumas vezes com a sua namorada. Só faltava mesmo conhecer este casal bonito e missão cumprida.

encontros inesperados

Deixar a vida acontecer

Nunca fui muito de fazer planos sozinha, mas este ano decidi contrariar. Tudo por causa de concertos… Se era preciso mais provas de que a música – e a cultura – move o mundo, aqui estão elas!

A verdade é que tem uma beleza bonita em fazer planos sozinha. Não só para provar a mim mesma que não preciso de esperar por ninguém e que sou capaz, como também para me predispor mais a encontrar e conhecer novas pessoas. Atenção, a minha timidez e a minha ansiedade ainda estão bem presentes, mas, não sendo possível expulsá-las como por magia, é bom contrariá-las aos poucos e sair da zona de conforto.

Se não fosse sozinha a estes dois fins-de-semana, provavelmente tinha-me remetido à companhia que ia comigo e não tinha encontrado todas estas pessoas incríveis. Não só pelo facto de já ter companhia e deixar-me ficar pelo conhecido, como também porque é mais complicado conciliar planos com mais gente ou até mesmo combinar algo entre pessoas que nunca falaram na vida (apesar de isto ter acontecido no Porto).

No fundo, estes fins-de-semana foram a prova de que não tenho de controlar tudo para ser feliz e que é ótimo deixar a vida acontecer e surpreender-me. Afinal, se não deixarmos espaços vazios no meio dos nossos planos, onde é que a magia ia ter lugar para entrar?

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