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Em Atmosfera, Taylor Jenkins Reid leva-nos a uma viagem até aos anos 80, onde acompanhamos o treino como astronauta de Joan Goodwin, no Centro Espacial Johnson, em Houston.
Joan e o seu grupo — Hank Redmond, John Griffin, Lydia Danes, Donna Fitzgerald e Vanessa Ford — passam por várias provas juntos até à sua primeira ida ao espaço. Mas a maior prova para Joan é a descoberta de si mesma e do amor que nunca pensou sentir.
Atmosfera é daqueles livros que me envolveu desde o primeiro capítulo e me deixou completamente agarrada até à última página.
As personagens principais estão muito bem construídas e desenvolvem de uma forma natural e crescente ao longo do livro.
Senti falta de conhecer melhor algumas personagens secundárias para perceber as suas motivações e personalidade. Mas reconheço que isso seria uma missão complicada, visto existirem muitas personagens, e ia tirar o foco e a força da história principal.
A história está foi muito bem desenvolvida e construída e, tal como aconteceu em todos os livros da Taylor Jenkins Reid que li, levou-me para um universo paralelo durante toda a leitura.
Uma coisa que funcionou muito bem foi os saltos temporais ao longo da narrativa.
Os capítulos dividiam-se entre o drama apresentado no início do livro, numa missão espacial em 1984, e todo o percurso de Joan e dos seus companheiros até chegarem a esse dia.
Isto veio dar muita dinâmica à leitura e lembrar-me de que havia perguntas por responder. Caso a história fosse contada de forma cronológica, corria o risco de perder um pouco o interesse. Mas assim criava a tensão necessária para me envolver ainda mais na ação.

Só dispensava tantos detalhes sobre o Espaço e as estrelas.
Eu só queria mesmo saber a história da Joan e como ia acabar o desastre que apareceu logo de início! A parte teórica sobre astronautas e missões espaciais podia ficar só como um plano de fundo muito desfocado.
Confesso que, quando saiu, não estava muito inspirada para o ler. Okay, é um Taylor Jenkins Reid e isso tem um peso enorme, mas o tema do Espaço não me cativa muito.
Só que depois vi várias pessoas a dizer que tinham chorado com o livro e não fui a correr pegar nele. Sim, eu adoro livros que me fazem sofrer. O que hei de fazer?!
E a promessa foi cumprida!
Ao longo da história fui ganhando carinho e afeição pelas personagens — especialmente as principais — de tal forma que me de deixei levar pelo drama por que passam.
A dada altura, comecei a pensar que ou eu era insensível ou a história não me estava a tocar muito, porque não estava a sentir grande coisa. Só a pressa de chegar ao fim e saber o que iria acontecer. Mas ao ler a última página o mundo desabou e de repente estava a soluçar de choro às seis da manhã.
Foi então que percebi que tinha ativado o meu lado racional, para sobreviver à intensidade da história e a guardar todos os sentimentos para conseguir ler o livro.



One Comment
Inês
Tenho aqui para ler e, confesso que estou muito curiosa com a história