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minha praia | Hábitos que ficaram do confinamento
Quase oito meses depois do confinamento, sentada do meu quarto, com o computador no colo, uma sweat larga e velha, cabelo despenteado e olhar fixo na janela e dou por mim a pensar nos hábitos que ficaram dos três meses que estivemos a cumprir a quarentena. Apaguei e reescrevi várias vezes as últimas palavras. Isolados, fechados em casa, cumprir o isolamento… foram das opções que me passaram pela cabeça para terminar o primeiro parágrafo. Acabou por ficar “cumprir a quarentena”. Mas, independentemente da escolha percebi que qualquer expressão ficava sempre a soar a algo pesado. Meio obscuro e que remete para os calabouços de uma prisão. Enfim, o confinamento foi uma espécie de pena coletiva. Teve os seus momentos difíceis? Sim, muitos! Deixou marcas que ainda se sentem e vão continuar a sentir? Oh se deixou. Mas nem tudo foi mau. Aquele grupo de WhatsApp com pessoas que só poderiam ter-se juntado nesta realidade e que me anima todos os dias é a prova disso. Essa história fica para outra altura. Hoje quero falar de alguns hábitos ganhos na quarentena. Daqueles bons e capazes de deixar a alma mais animada e o coração despreocupado. 1. REBEL HAIR, I DON’T CARE…
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minha praia | A saúde mental importa
Há muitas coisas que me dão ansiedade. Coisas grandes, coisas pequenas. Fatores externos, macaquinhos no meu sótão. Eventos esporádicos, rotinas diárias. Lugares, sons, gestos, pessoas. Más recordações do passado, sufocos do presente, incertezas do futuro. O que não consigo controlar. Tenho uma lembrança vaga da altura em que me foi diagnosticada ansiedade. Os ataques de pânico, a dor física, as idades ao hospital, os medicamentos, as idas à psicóloga e à psiquiatra. É uma altura meio enevoada da qual ficaram apenas alguns flashes e a certeza de não querer voltar a um poço tão fundo. ANSIEDADE. Só a palavra causa dor. Ansiedade não é frescura, é doença. Saúde mental – ou a falta dela – não deve ser negligenciada, deve ser cuidada. A saúde mental importa. Uma queimadura ou um braço partido veem-se bem. As doenças do foro psicológico não. Podem, até, ser facilmente encobertas com um sorriso. É tão fácil esconder. É tão fácil fingir. Para os outros e para ti. É tão simples ignorar. Só por não ser físico. Ou será que é físico? A ANSIEDADE DÓI, SENTE-SE E VÊ-SE A ansiedade dói. Primeiro começas a ficar sem ar. O coração acelera. Dói-te o peito. Cresce em ti…
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minha praia | 3 Frases que ouves quando estudas Comunicação
As aulas estão a começar e, pelo segundo ano consecutivo, não vou voltar a estudar. Setembro sem aulas já não é novidade, visto que entre o fim do secundário e o início da licenciatura fiz cinco anos de pausa. Mas setembro é sempre a altura em que dou por mim a recordar a escola, os cursos, os professores, os colegas. Tudo. Hoje, falo-te da minha licenciatura. Recordo-me dos primeiros dias de aulas como um turbilhão de sentimentos e descobertas. A aventura começou em setembro de 2016 e o Politécnico de Leiria foi o centro da ação até ao ano passado. Uma coisa que me agradou no curso e que continuo a defender ser do melhor da minha licenciatura é o abordar várias áreas diferentes. Desde o jornalismo, ao marketing, passando por comunicação e imagem. Mas, admito aqui e só uma vez, foi também esta premissa que deu várias dores de cabeça ao longo dos 3 anos. E isto não deve ser lido como algo negativo. Afinal qual o estudante de qualquer área que faz uma licenciatura sem ter vontade de desistir duas ou três vezes… por dia? Quando segues a área de Comunicação, ao longo da licenciatura – e depois…