livro a morte de uma livreira, alice slater
O livro favorito de fevereiro está aqui! Chama-se A Morte de uma Livreira e é um thriller psicológico narrado a duas vozes e cheio de suspense!
A Morte de uma Livreira, de Alice Slater, mostra a vida obscura de duas livreiras que à primeira vista são muito diferentes, mas ambas têm a escuridão a reinar dentro de si.
De um lado temos Laura, a livreira preferida de todos, poeta nas horas vagas e cheia de sorrisos e boa disposição… mas que esconde alguns tormentos dentro de si.
Do outro temos Roach, uma livreira fã de true crime com poucos amigos, além do seu caracol de estimação, e ainda menos vontade de os ter. Até Laura ir trabalhar para a sua livraria e Roach criar uma obsessão mórbida por ela.
Morte em suspense
O prólogo do livro fala vagamente sobre um desaparecimento, sem dar explicações sobre o mesmo. De seguida, no primeiro capítulo, a narrativa volta a trás no tempo e começa a contar o quotidiano das personagens antes do desastre.
Isto, aliado ao nome do livro, passa a ideia de que alguém morre. Ou seja, deixa-nos na dúvida se tal tragédia realmente aconteceu ou não.
Deste modo, A Morte de uma Livreira deixou-me em suspense até ao final. Apesar de o início ter sido mais lento e incógnito, a curiosidade criada logo no início não me deixou parar de ler.
As segundas metades dos livros são sempre mais rápidas, e neste não foi exceção!
Os acontecimentos começaram a ficar mais interessantes – ou devo dizer doidos?! – e a história passou a voar.
Além disso, A Morte de uma Livreira conta plot twists surpreendentes, que me deixaram de boca aberta.
Chalupas psicopatas
A Morte de uma Livreira, de Alice Slater, é daqueles livros que me conquista, não só pela história, mas também pelas personagens doidas que tem. Ou melhor, tem uma personagem completamente passada da cabeça, uma com muitos fantasmas no sótão e as restantes são normais.
Assim está melhor, não quero generalizar porque a maioria das personagens não tem culpa de nada. Aliás, a maioria das personagens são bastante secundárias, não tendo grande destaque na história.
Roach é totalmente perturbada. Vive num mundo só seu, no qual cria cenários irreais e obsessões doentias. É demasiado solitária e está desesperada por atenção.
Já Laura aparenta ser muito perfeita, mas tem uma vida desfeita e está repleta de inseguranças e segredos. Todos os seus sorrisos são um disfarce à dor que vive dentro de si.
Eu gosto mesmo de personagens imperfeitas. Seja porque são chalupas ou porque são apenas pessoas normais cheias de defeitos e problemas. E Roach e Laura representam muito bem ambos os casos.
Se eu faria ou aprovo o que a chalupa desta história faz? Não, nunca! Ela devia ser presa. Ou internada, porque aquilo não é saudável. E a moça dos fantasmas no sótão também precisa ali de muita ajuda, o que é normal tendo em conta tudo pelo que passou…
O ponto é que personagens com defeitos são mais reais, mais fáceis de criar empatia, mesmo que não as concordemos com o que fazem. Já as personagens chalupas, tornam tudo muito mais divertido e alucinado. E para ter uma vida tranquila, já tenho fora dos livros.
Resumindo, adorei o livro A Morte de uma Livreira e todo o delírio que ele foi. Fez-me passar bons momentos enquanto o lia e esquecer a vida real. Super aprovado!


