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LIVRO | AINDA BEM QUE A MINHA MÃE MORREU, JENNETE MCCURDY

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Jennette tinha seis anos quando a mãe escolheu o seu destino. Ia ser atriz, ia realizar o sonho que a mãe nunca tinha realizado. A partir daí a vida de Jennette foi uma encenação, um seguir um guião que alguém escreveu para ela interpretar, sem questionamentos, sem opções de escolha.

Fui para este livro pelo hype e porque o tema me chamou a atenção. A pessoa vê que fala sobre saúde mental e vai a correr. Sou eu, prazer. Nunca vi muito as séries da Jennette, nem segui a sua carreira. Conheço apenas a “iCarly” e a “Sam & Cat” por apanhar alguns episódios soltos enquanto os meus irmãos estavam a ver e pouco mais. Por isso, sim, comecei a ler muito às cegas e fiquei impressionada!

A Jennette teve uma vida dura e em “Ainda Bem que a Minha Mãe Morreu” conta por tudo o que passou. Da carreira que foi o sonho de outra pessoa, dos distúrbios alimentares, das crises de identidade e de outros problemas. Tudo graças a uma mãe exploradora que fez dela uma marioneta, que a levou por caminhos que nenhuma mãe deseja para uma filha e que nem devia ter o direito ao nome “mãe”. 

A história de vida da Jennette impressionou-me e marcou-me muito. Infelizmente, não pelos melhores motivos. Ao mesmo tempo, é um exemplo de superação e da importância de cuidar da saúde mental e de escolher bem as pessoas que temos na nossa vida, independentemente se são família ou não 

“Ainda Bem que a Minha Mãe Morreu” tem uma história pesada, mas é escrito de uma forma simples e fácil de ler. Ah! E tem algum sarcasmo à mistura – valha-nos o humor para sobreviver às desgraças da vida. A leitura deixa-nos coração apertado e com sentimento de revolta, mas é fluída e necessária.

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