livros julho 2025
Livros

livros de julho 2025

Os livros de julho foram um reflexo do mês. Leituras tranquilas, um pouco de ação, histórias à beira da água, memórias de outra idade e redescoberta.

Julho soube a férias grandes, teve muito sol, dias lentos, bons gelados, passeios e muita praia. No meio disto tudo houve espaço para ler quatro livros e começar mais dois que estou a ler com muita calma e a saborear cada palavra.

Livros de junho

Os livros de junho incluem comédias românticas, histórias de amor à beira-do lago, mistério e um young adult com dramas de adolescentes.

Queres saber quais são?

Até Ao Fim do Verão, Abby Jimenez

Justin e Emma estão amaldiçoados. Todas as pessoas com quem namoram encontram a sua alma gémea imediatamente após acabarem com eles. E qual é a solução para resolver isto? Sairem um com o outro, claro!

Mas a vida não são só encontros bonitos… Justin tem de assumir a tutela dos irmãos mais novos e a Emma está outra vez com problemas por causa da sua mãe tóxica. No meio do caos, encontram um porto seguro um no outro e o que era para ser só um namoro de verão e sem grandes ligações, torna-se em algo mais.

Mais uma vez Abby Jimenez conquistou o meu coração — e contribuiu para elevar ainda mais a fasquia de encontros românticos. A autora nunca conta só uma história de amor engraçada. Ela constrói personagens com um background forte e fala de assuntos sérios de forma leve mas respeitosa.

Este foi o melhor livro para começar o meu verão.

Arsène Lupin: A Agulha Oca, Maurice Leblanc

Sou muito fã das histórias de Arsène Lupin. Até agora não havia uma que me tivesse desiludido. Mas há uma primeira vez para tudo. Em Agulha Oca, Lupin é baleado durante um assalto ao castelo de Ambrumésy e passa a personagem secundária da sua própria história.

O protagonismo do livro é dado ao estudande Isidore Beautrelet que decide investigar as razões do assalto e o paradeiro de Lupin.

Todas as intrigas a que Maurice Leblanc nos habituou nas histórias de Lupin estão presentes, mas a ação é mais lenta e passa demasiado tempo na cabeça de Isidore. Há mais teorias do que confrontos e senti que foi tudo muito atabalhadoa e resolvido à pressa e sem sentido.

Cada Verão Passado, Carley Fortune

Bastou um livro para ficar rendida a Carley Fortune e foi Cada Verão Passado! Li este livro totalmente influenciada por as minhas menindas dos livros e foi arrebatador.

Percy Fraser e Sam Florek conhecem em Barry’s Bay, uma pequene comunidade à beira do lago. onde Percy tem uma casa de férias e Sam vive o ano inteiro.

Ao longo dos anos vão criado uma relação cada vez mais próxima e mais forte. Tornam-se inseparáveis e não conseguem viver um sem o outro. Até ao dia em que cai tudo por água abaixo e Percy e Sam deixam-se de falar durante anos.

Agora são ambos adultos e Percy volta ao lago para o funeral da mãe de Sam. Ambos vão reencontrar-se e confrontar o passado.

Os capítulos saltam entre os verões passados e o presente, o que é algo que eu adoro em livros! Dá-lhes muito mais ritmo e prende-me muito, porque o meu lado curioso fica sempre em pulgas para saber o que vai acontecer a seguir em cada altura.

Adorei a forma como a Carley Fortune transformou um romance adolescente numa história de dois adultos que tentam encontrar o melhor caminho na sua vida e resolver o passado. É muito interessante ir conhecendo a evolução da personalidade de Sam e Percy ao longo de cada verão e o retrado de como o passado molda tanto quem somos no presente.

E quando no início disse que fiquei rendida a este livro, deixa-me dizer-te que gostei tanto mas tanto dele que no mesmo dia em que o acabei comecei a ler o segundo da duologia, One Golden Summer. Mas falo-te melhor dele na publicação com os livros de agosto.

Mary John, Ana Pessoa

Maria João é uma adolescente a passar por várias mudanças e descobertas. E dá-nos a conhecer os seus sentimentos, dramas e memórias da infância numa longa carta a Júlio Pirata.

Mary John é um livro que retrata bem a dificuldade que é ser adolescente. Todas as questões, todas as mudanças, todos os pormenores que parecem problemas gigantes e eternos. Mas também é um livro com um toque de humor e uma escrita poética que passa uma mensagem de compreensão e esperança.

Podia ter lido Mary John num sopro, mas decidi ir saboreando esta história devagar e espaçada no tempo. Deixar-me conhecer a vida e a mente da Maria João e aproveitar os dias lentos de julho. E foi o melhor que fiz. Gostei muito desta história e das ilustrações do livro. O formato de carta e a organização do livro foi algo diferente de tudo o que já tinha lido e é sempre bom conhecer novas formas de ler (e contar) histórias.

Já leste algum destes livros?

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