o que escondemos na luz, lara félix
O Que Escondemos na Luz leva-nos entre numa viagem à vida da protagonista desde a entrada na faculdade a segredos e marcas do passado.
A melhor amiga de Sol desapareceu depois de um incidente trágico quando eram crianças e nunca mais apareceu.
Agora, Sol tem 18 anos e está pronta para começar uma nova fase da vida ao ir estudar para a faculdade. É lá que conhece David, com quem vai criar uma relação próxima e quem vai tornar esta etapa mais fácil. Pelo menos à primeira vista…
É com esta premissa que vamos avançando no romance de estreia de Lara Félix. Mas este livro é muito mais do que um young adult com uma história de amor.
Muito mais do que um romance
O Que Escondemos na Luz tem representação LGBTQIA muito importante e uma história de amor e amizade muito bonita. Além disso, tem um toque de mistério no ar que adorei e acrescenta interesse e intensidade à experiência de leitura.
Outro ponto que adorei, foi que no meio da narrativa se recue no tempo até à infância da Sol. Dá vontade de continuar a ler para saber mais pormenores sobre o que aconteceu com a Lua.
Os capítulos também têm duplo ponto de vista e eu adoro livros assim, para ir conhecendo melhor cada personagem e os seus pensamentos.
A escrita é bonita e simples, fazendo com que se leia facilmente e bastante rápido.
Nota-se mesmo que este livro é da Lara, pelos diálogos, pensamentos das personagens e algumas frases. Quase conseguia ouvir a voz dela. Isto é algo que adoro quando leio autores portugueses. O reconhecer detalhes das escritoras e escritores por entre as suas frases e as personagens que saíram da sua imaginação. Dá personalidade ao livro!
Um cenário-casa
Por fim, não podia deixar de falar sobre a minha relação mais pessoal com este livro (além de adorar a Lara, claro)
Estudei no IPLeiria e as residências foram a minha casa durante esse período, tal como a Sol. Então foi muito fácil reconhecer os cenários e as rotinas das personagens, porque, efetivamente, foram os cenários e as rotinas da minha licenciatura. A vida na residência, o ter uma colega de quarto, as paredes finíssimas a dividir quartos, os transportes…
Eu vivi aquilo e há uma magia bonita de se ler um livro bonito, escrito por alguém de quem gostamos e num cenário que há de ser sempre casa.


