Querido Evan Hansen
Querido, Evan Hansen.
No domingo foi um dia bom. Foi o dia em que fui ao Teatro Maria Matos e te conheci e ouvi a tua história de lágrimas nos olhos, os olhos nas lágrimas – já nem sei – e uma gargalhada fácil quando menos esperava.
Entraste no meu coração e na minha mente de forma tão forte como a tua voz e as dos teus companheiros de palco. E ainda aqui estás e por aqui vais ficar durante algum tempo.
Não achei bonito o estado desassossegado em que me deixaste e muito menos a forma como me expuseste ali à frente de todas aquelas pessoas. Multiplicado por todas as sessões da peça que já houveram e ainda vão haver.
Mas agradeço-te muito por todos os sentimentos que me fizeste sentir ao mesmo tempo. Em especial por reforçar a certeza de que por mais que pareça, tal como tu, não estou sozinha.
Foi um gosto,
A tua amiga, Marisa.
PS: Vês… É assim que se assina uma carta, para não criar confusões a confusões… Mas se as confusões dão origem a uma peça tão incrível como esta, está tudo bem. E vai ficar tudo bem. ❤️🩹
PPS: Pelo sim pelo não assinei o teu braço e agora podemos fingir que somos amigos. E sim, foi mesmo o braço, não foi o gesso. Esse já estava todo cheio. Afinal, como podes ver, tens muitos amigos e a vida é bonita.
Querido, Evan Hansen
Querido, Evan Hansen é uma peça onde a a ansiedade e a depressão estão muito presentes e são representadas de uma forma incrível.
Aliás, toda a história está fenomenal e muito bem criada: pelos diálogos, pelas músicas, pelas representações, pela música e por todos os pormenores em palco. Tudo ali é pensado ao mais ínfimo detalhe e isso faz com que a peça seja muito intensa.
Conseguimos sentir tudo o que os personagens estão a sentir, em especial se já passámos por algo do género.
Rir e chorar de nós mesmos
Toda a gente que é bom rirmo-nos de nós mesmos. Então e chorar?
Então e admitirmos aquilo que menos gostamos e os desafios que passamos sem medo de julgamentos? Acho que isso é tão ou mais importante para termos espaço para crescer.
Ontem fui ver a peça de teatro Querido Evan Hansen, ao Teatro Maria Matos e foi um misto de sentimentos que me levou desde as lágrimas às gargalhadas e vice versa. Várias vezes.
Cheguei ao final da peça a sentir que me tinha sido exposta em algumas situações e abraçada em outras tantas cenas.
Teatro: Querido Evan Hansen
Local: Teatro Maria Matos, Lisboa
Promotor: Somos Força de Produção
Sinopse: Uma carta que ninguém devia ter lido marca o arranque desta história onde Evan, um adolescente tímido, ansioso e com problemas de integração, salta do anonimato social para se transformar no protagonista de uma história que não lhe pertence. Autêntico, comovente e inspirador Querido Evan Hansen, é um espetáculo que promete deixar o público rendido do primeiro ao último acorde.